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Trienal de Arte de Universidades Católicas, Lisboa
13.10 - 12.12.2026
O ponto de partida do capítulo de Lisboa de «Exercícios de Empatia» é uma das mais antigas aspirações humanas: regressar a casa.
Mas o que significa regressar quando a casa já não existe, quando foi abandonada, transformada ou esquecida? E o que significa regressar quando somos nós próprios que já não somos os mesmos? Antes de ser uma construção, a casa é uma forma de habitar o mundo. É um espaço físico, mas também uma geografia interior. Organiza os nossos gestos, as nossas memórias, os nossos afetos e as nossas formas de imaginar. Habita-nos tanto quanto a habitamos.
Desenvolvida em parceria entre a Universidade Católica Portuguesa, o Museu Nacional de Arte Contemporânea e a Brotéria, a exposição distribui-se por três espaços da cidade, propondo perspetivas complementares sobre a ideia de casa.
Na Universidade Católica Portuguesa, as obras refletem sobre a materialidade da casa e os espaços que tornam possível o habitar. No MNAC, a casa surge como território psicossomático, onde corpo, memória e imaginação se entrelaçam. Na Brotéria, a reflexão desloca-se para a natureza e para a comunidade, entendendo a pertença como uma condição anterior a qualquer construção.
Entre abrigo e vulnerabilidade, memória e esquecimento, intimidade e comunidade, a casa revela-se menos como um lugar fixo do que como uma experiência em permanente construção. Talvez regressar a casa não signifique voltar a um lugar de origem, mas reencontrar aquilo que, apesar de todas as transformações, continua a ligar-nos aos outros e ao mundo.